Interativa, TV do futuro acabará com passividade do telespectador
Andy Pimentel, diretor de planejamento da Razorfish
Inês Figueiró, especial para o Terra
Direto de Cannes
Adeus passividade na frente da TV. Nada de ficar ali só apertando botões do controle remoto com ar de tédio. A televisão do futuro terá um modo diferente de produção. Mais conteúdos gerados pelos próprios telespectadores, que poderão acessar, por exemplo, programas feitos por seus amigos. Essa é uma das características do veículo do futuro que Andy Pimentel, diretor de planejamento da Razorfish apresentou durante o seminário “O Futuro da TV” no Festival Internacional de Publicidade na tarde de domingo.
Num tempo ainda por vir, o telespectador fará sua programação, e a geração de conteúdo se dará a partir de verdades de cada telespectador. Pimentel destaca que há quem busque a TV para relaxar, outro para apreender informações, outro para interagir socialmente, outros para consumir e outros porque são apaixonados por algum assunto, como é o caso dos fãs de esportes ou algum outro tipo de programa. Esses elementos motivadores serão satisfeitos de forma interativa. Um dos exemplos apresentados foi com o item consumo. Em uma cerimônia do Oscar, o consumidor poderá saber quais são os produtos usados na maquiagem de uma determinada atriz, o preço dos mesmos e como fazer para comprá-los na hora.
“Isso significa que a televisão terá uma interação maior com a Internet”, destaca. Ele cita o site hulu.com como o primeiro passo dado em direção ao formato futuro da televisão. “Tem mais escolha, mais conteúdo on demand, gera diferentes experiências e tem menos anúncios”, diz. Nesse sentido, Pimentel destaca que o mercado precisará buscar outras formas de remuneração. O redesenho da atividade não para por aí. O executivo diz que a tendência do futuro será um número maior de veículos dialogando com um número menos de telespectadores.


